domingo, 22 de maio de 2011

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida...

Dahmane Hocine

«Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida»
por bosques atapetados de saudade,
procura-te, estende braços d'ansiedade
ao choro de uma fonte dolorida

A água, desfazendo-se em suave pranto
na madrugada mergulhada em luz e cor,
lança tristes suspiros de dor,
escoando-os em seu azulado manto

O choque produzido em som tão brando
como o da batida dum coração, sonhando,
vibra como amor, em sangue, a palpitar

Como lágrimas caindo num botão de rosa,
suas gotas, corpo e alma dolorosa,
lavam os desgostos, lânguidos, num versar

maria belém

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