terça-feira, 3 de maio de 2011

Hoje, de ti, não quero só palavras


As palavras, transformadas em gestos, seriam como pombas brancas à tua volta, voando em círculo, ou repousando, suavemente, sobre os teus lábios, tuas mãos, e a ternura, vestida de felicidade, escreveria o seu nome na tua fronte.
O vento, num doce sibilar, traria o som dos poemas que não foram escritos na tua pele, semeando sentimentos, desvelos de quem sabe o que é o amor.

E depois, o que esperariam elas?

Esperariam o encanto do eco feito música, nos seus ouvidos, vinda de harpas imaginárias, do crepitar do fogo extinto pela manhã, do som quente duma palavra dita num êxtase apaixonado.

E seriam ainda elas para todo o sempre, cativas que ficariam de beijos doces de aromas perturbantes, de risos sensuais e ardentes, de sonhos feitos momentos, de silêncios, por fim tombados, como beijos a florir.

E como ficariam à espera do dia em que lhes dissesses:

hoje, de ti, não quero só palavras.

maria belém

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