Este adeus anunciado há algum tempo diz-nos que este é o último Dia da Mãe que passamos juntas neste tempo/espaço, nesta dimensão.
Ambas sabemos que a Senhora de Negro a olha furtivamente, se aproxima de si com passos gentis, instalando-se ao seu lado. Como um ladrão há-de levá-la de mim, numa viagem silenciosa, deixando-me somente lágrimas.
Depois os nossos encontros, as nossas conversas, serão, unicamente, um toque subtil de almas, um piscar entre o sono e a vigília até que um dia ela me venha tomar pela mão e me levar. Então, as portas abrir-se-ão de par em par e, juntas, contemplaremos o Universo na sua verdadeira forma.
maria belém

