Prende o sopro para que não leve, em suspiros, o que guarda na alma, em silêncio.
Varre a quimera - calado o sofrimento envolto em pranto -, e procura esconder a saudade que suscita no seu ser a nostalgia...
Duas almas que tarde se encontraram, almas tão parecidas, com desejos insensatos de um afecto sentido, de uma ternura...
... saudades que, de noite e de dia, as almas atormentam...
Nos seus olhos acende-se o fogo do seu desvelado pensamento quando abraça a sombra da magia, existente, que a atrai para aquele amor.
Numa linguagem muda, diz tudo,
como não se habitua à ideia de não o ver, como chorou a dor quando partiu, como finge vê-lo, por vezes...
No seu coração há um amor cativo.
Nos seus olhos uma luz rebrilha quando, num abraço, num sonho ardente, se atreve a voltar aos antigos sentimentos...
... depois, numa noite escura, solta o coração e diz, por amor, um eterno adeus, sentindo que tudo que a alma sente é ilusão.
Ainda que lhe responda, somente, o silêncio, a solidão... diz:
boa noite, amor ...!
maria belém


















