sexta-feira, 27 de maio de 2011

Boa noite, amor...


Prende o sopro para que não leve, em suspiros, o que guarda na alma, em silêncio.


Varre a quimera - calado o sofrimento envolto em pranto -, e procura esconder a saudade que suscita no seu ser a nostalgia...


Duas almas que tarde se encontraram, almas tão parecidas, com desejos insensatos de um afecto sentido, de uma ternura...


                                    ... saudades que, de noite e de dia, as almas atormentam...


Nos seus olhos acende-se o fogo do seu desvelado pensamento quando abraça a sombra da magia, existente, que a atrai para aquele amor.


Numa linguagem muda, diz tudo,

                                                  como não se habitua à ideia de não o ver, como chorou a dor quando partiu, como finge vê-lo, por vezes...


No seu coração há um amor cativo.


Nos seus olhos uma luz rebrilha quando, num abraço, num sonho ardente, se atreve a voltar aos antigos sentimentos...

                                              ... depois, numa noite escura, solta o coração e diz, por amor, um eterno adeus, sentindo que tudo que a alma sente é ilusão.


Ainda que lhe responda, somente, o silêncio, a solidão... diz:

                                                               boa noite, amor ...!

maria belém


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