segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Por onde é que navegas?

 
Que é feito de ti, onde estás?
 
Quando te sentas sob a lua contas-me contos de encantar.
Lês, lentamente e alto, os teus versos, tua voz chega até mim vinda dos teus poemas. As palavras soam nos meus ouvidos como ondas, caprichosas, beijando, amorosamente, a areia fina, delicada, e o meu coração, como água deslizante, sussurra e abraça meigamente todas as recordações que reinam no meu peito soberanas.
 
Navegas...
 
                 para que desconhecida terra navegas?
 
Aproxima-te da minha margem por um momento...
 
                 vai onde queres ir, dá tudo o que tens a dar mas aproxima-te e mostra o teu sorrir...
 
Leva a minha alma e a minha saudade enquanto navegas.
 
Fico sozinha, é noite na minha vida...
 
Tudo o que tinha foi contigo num desejo de fuga e as minhas ilusões foram tombando como folhas secas no Outono.
 
maria belém