quinta-feira, 19 de maio de 2011

Há dias assim...

Barbarela

em que temos de reinventar a vida.

Não podemos, nem devemos, ser apenas água ou vento, deixando-nos escorrer por uma vida abstrata, nem entregarmo-nos ao desfiar dum rosário de horas, tristes, a passar.

A vida é feita de pequenos nadas, de encontros, raros e fortuitos, de almas em que ninguém mais estará presente senão elas.
Nestes momentos de almas-gémeas, de tranquilidade e de paz, seria inútil encontrar o que se quer esquecer, só valerá a pena viver o reencontro que não se sabe por quanto tempo será.

Esqueçamos os silêncios e a solidão neste viver de horas desiguais, amemos enquanto o sonho for como um abrigo, em que tudo se enebria e ilumina. Busquemos esse reino de prazer que se perdeu na memória, vagamente.

Todos procuramos o amor, o coração embala um sonho que não destrua o encanto da magia e por vezes descobrimos, aqui e além, no toque delicado da palavra, a fonte donde jorra, forte, esse Amor.

maria belém

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