Barbarela
em que temos de reinventar a vida.
Não podemos, nem devemos, ser apenas água ou vento, deixando-nos escorrer por uma vida abstrata, nem entregarmo-nos ao desfiar dum rosário de horas, tristes, a passar.
A vida é feita de pequenos nadas, de encontros, raros e fortuitos, de almas em que ninguém mais estará presente senão elas.
Nestes momentos de almas-gémeas, de tranquilidade e de paz, seria inútil encontrar o que se quer esquecer, só valerá a pena viver o reencontro que não se sabe por quanto tempo será.
Esqueçamos os silêncios e a solidão neste viver de horas desiguais, amemos enquanto o sonho for como um abrigo, em que tudo se enebria e ilumina. Busquemos esse reino de prazer que se perdeu na memória, vagamente.
Todos procuramos o amor, o coração embala um sonho que não destrua o encanto da magia e por vezes descobrimos, aqui e além, no toque delicado da palavra, a fonte donde jorra, forte, esse Amor.
maria belém

Sem comentários:
Enviar um comentário