Espera-me,
segura na tua a minha mão, num tempo, num lugar, num sítio sem morada e deixa que o meu riso alegre, delicado, como o de uma criança, se aninhe nos teus ouvidos como música perfumada de tons suaves, trémulos de memórias de encontros-desencontros.
Neste entrelaçar de mãos e de almas, abro-me para ti num abraço tranquilo e digo-te, num longo olhar, como nunca mais estarás sozinho no percorrer dos silêncios e da saudade.
Uma flor nasceu e, com ela, o saboroso pomo desejado,
uma alma cheia de amor para se dar, um bálsamo para as dores que o
tempo, esquecido, foi deixando ficar.
maria belém

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