quarta-feira, 18 de maio de 2011

Espera-me...


... se não hoje, numa vida que há-de vir ao redor de nós, como água que circula, que transborda para o instante do sempre, invasão consentida, aplainada num pacto de paz e amor.

Espera-me,

                  segura na tua a minha mão, num tempo, num lugar, num sítio sem morada e deixa que o meu riso alegre, delicado, como o de uma criança, se aninhe nos teus ouvidos como música perfumada de tons suaves, trémulos de memórias de encontros-desencontros.

Neste entrelaçar de mãos e de almas, abro-me para ti num abraço tranquilo e digo-te, num longo olhar, como nunca mais estarás sozinho no percorrer dos silêncios e da saudade.

Uma flor nasceu e, com ela, o saboroso pomo desejado,

                                      uma alma cheia de amor para se dar, um bálsamo para as dores que o
                                      tempo, esquecido, foi deixando ficar.

maria belém

Sem comentários: