segunda-feira, 4 de abril de 2011

No espaço da palavra do teu chão


No silêncio que pairava, docemente,
nas pesadas tranças do anoitecer,

anos fui contando, sempre à espera

do dia em que deixasse de os tecer


Fiei-me em palavras derramadas,

nas lágrimas sentidas que dizias,

nas ternas expressões qu' escrevias,

nas mãos, nas minhas apertadas
 
Vivi dias e noites, momentos...

sentindo o teu ombro junto ao meu

num enlace de sorriso, terno e doce,

repousado na expressão do olhar teu


Como murcha rosa, meu coração,

perdido entre mil espinhos mora,

cativo dum amor que 'inda chora

no espaço da palavra do teu chão

maria belém

1 comentário:

AO ACASO disse...

É lindo, júlia.
Sabe muito bem ler-te neste registo de que tens andado mais afastada.
Parabéns
Beijinho
Fernanda