sábado, 16 de abril de 2011

Cai a noite nos meus olhos

Deigo Rivera

Cai a noite nos meus olhos e digo-te adeus do outro lado da vida, do fundo da minha alma, do fundo dos meus sonhos.

Neste tempo de ir embora, uma parte de mim, no silêncio do teu lado incerto, sufoca as emoções nestes dias de todas as cores.


Só o poeta regressa à memória de quem ama, só ele é capaz de gritar os segredos da paixão, roubar pecados dos corações como se fossem flores e ofertá-las em mensagens de esperança, recados de amor.

Como saltimbanco de sonhos, o poeta vai semeando sentimentos por dias e noites, lugar de todos os segredos, e uma promessa vai-se esboçando no jardim onde crescem verdades não refeitas, mundos plenos de vazios e de desassossegos, lado oculto do prazer que sonha e cresce, como se fossem pétalas, rubras, de flores a inventar tardes felizes.

maria belém 

Sem comentários: