No silêncio que pairava, docemente,
nas pesadas tranças do anoitecer,
anos fui contando, sempre à espera
do dia em que deixasse de os tecer
Fiei-me em palavras derramadas,
nas lágrimas sentidas que dizias,
nas ternas expressões qu' escrevias,
nas mãos, nas minhas apertadas
nas mãos, nas minhas apertadas
Vivi dias e noites, momentos...
sentindo o teu ombro junto ao meu
num enlace de sorriso, terno e doce,
repousado na expressão do olhar teu
Como murcha rosa, meu coração,
perdido entre mil espinhos mora,
cativo dum amor que 'inda chora
no espaço da palavra do teu chão
maria belém
1 comentário:
É lindo, júlia.
Sabe muito bem ler-te neste registo de que tens andado mais afastada.
Parabéns
Beijinho
Fernanda
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