sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Cigana

Júlia Molico

Numa dança sublime, sofrida,
no delírio de sons realizados,
esvoaça, sensual, bela cigana
deixando desejos germinados

Os passos ao criarem novos passos
despertam nos seres outras visões,
sonhos irreais de amores ardentes
acendem-se, em fulgor, nos corações

O prazer da vida a voltear
ao redor daquele corpo apetecido,
abraça-o com dor e alegria
num desejo de alma bem sentido

Naquela dança estonteante de beleza,
que só a arte consegue ultrapassar,
veste o seu eu e, em louca fantasia,
retrata o sentir do amor a despontar...

maria belém

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