Mil dias...
Mil sonhos...
vagueando pelas noites,
caminhando sozinha,
cansada de esperar o inesperado
que não chega nunca...
e os olhos fecham-se-lhe num sono
em que já não é ninguém...
Dia...
agora é a outra,
aquela que balança
entre a saudade e a esperança.
Pede que a abrace,
que se entregue nos seus braços,
que descubra todo o mistério que era
e deixou de ser
e diz-lhe, suavemente, em pensamento:
«nunca te afastes, porque afastar é o mesmo que esquecer»
maria belém

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