quarta-feira, 27 de julho de 2011

Em algum lugar do passado


Em algum lugar do passado, numa sala de segredos bem guardados, baloiçam murmúrios  como sons de harpejos  de um violoncelo a gemer, de um violino a chorar e, ainda, em harmonia, o som nostálgico, cheio de alma e magia, de um piano no breve instante em que o amor desponta.

Num cofre, em forma de coração, há beijos, afectos, ternura, lágrimas do feitio de pérolas, jóias que nos contam das tristezas e alegrias que ficaram lá atrás, no passado sempre presente.

Lá ficaram, também, uma alma ardente, deslumbrada, frustrada, sonhos que ficaram por abrir, sorrisos que deixaram de florir, momentos famintos de ideais.

Os anos passaram, alguns elos de amizade falharam e o viver a vida tornou-se incerteza.


Mas as almas, sempre ansiosas, sempre famintas de amor, refulgem e, numa ânsia louca, apetecida, desejada, entregam-se a um novo começo de Vida com ardor...

e então, novamente são amantes, renascidas que se sentem na felicidade dada com amor, no trinar de novos  sonhos acalentados, novas miragens, novos anseios que nelas crescem,  roubando-lhes o mundo dos sentidos.

maria belém

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