(imagem da net)
O pudor que sinto inibe qualquer tentativa de te ver, de te tocar, de te amar com a urgência da paixão.
Só me resta a espera, em agonia, da certeza da palavra feita alma.
Esta mitiga e sacia toda a sede, toda a magia de infinito.
De tão íntima, dissolve-se na beatitude existente no côncavo das almas.
O ler-te passou a ser a minha paixão, o meu vício, uma droga que me motiva e me obriga a uma dependência. É um momento mágico da vida que recebo com muita alegria e simplicidade.
O meu reino é o das almas, do amor eterno, dos beijos místicos, da ternura, do repouso secreto, da procura de paz.
Há uma felicidade serena na partilha dos momentos, feitos poema, que me ofereces, como se fosse um passeio, ao fim de tarde, vivido em silêncio e de mãos dadas.
Os meus sentidos, como areia macia, afogam-se nesse leito de palavras arrebatadoras, intensas, únicas, como se se tratassem de ternos afagos da luz de um olhar ou de uma sombra, indefinida, que passa junto a nós suavemente...
maria belém

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