quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Índio


Um dia um Índio apareceu na cidade.

Era um homem interessante, chamava a atenção das pessoas, principalmente das mulheres que se sentiam atraídas pelo exotismo e carisma que emanava da sua personalidade.

A sua pele morena tinha o cheiro da canela, do nardo e da alfazema.

Se dele fosse a nossa cidade, passeávamo-la juntos, com o cuidado, o desvelo, o carinho que ela merecia.
Mas a sua cidade era outra, era uma cidade fantasma, onde existiam seres que conversavam sem palavras, onde os silêncios submergiam numa dança de amor, em que o abraçar das almas vibrava como se fosse o marulhar de águas profundas e os olhares, mudos, afogavam-se na solidão.


No entanto um dia houve quem tentasse entrar nessa cidade.

Apercebendo-se da sensibilidade, da força de carácter, de toda a ternura que emergia por detrás de toda aquela inóspita paisagem, deixou-se apaixonar por ela e nela se deixou perder...

maria belém

Sem comentários: