sexta-feira, 11 de março de 2011

O Medo...

Edvard-Munch

Acordo

e, mesmo antes de abrir os olhos,

ele ali está...


... o medo ...


abstracto, ansioso, doloroso de angústia, inquietante,

como um grito que vem da alma, uma lava que se solta

e escorre pelos interstícios do corpo.


E eu ali deitada, sem me mexer, à espera que se vá embora

ou que me diga o porquê.


Abro os olhos, devagar, e não o vejo, foi-se na luz, difusa,

do amanhecer...


maria belém

2 comentários:

Sérgio O. Marques disse...

Compreendo esse sentido, o monstro que chamo vertigem. Grande parte das vezes é medo, mas nem sempre.
Bela descrição, Maria Belém.

Um terno abraço...

Maria Belém disse...

Obrigada, Sérgio, sempre presente e atento.
Abraço também para ti