
Narrin Afrouz
para quem traz nas mãos o esquecimento.
Para onde quer que vá levo comigo o grito do meu coração, as bençãos da
minha alma em fuga.
Canto a vida, os meus versos são fadados como beijos de amantes que deixaram
de se amar.
Procuro palavras para fabricar um livro em que a minha juventude perdida,
à espera de prazer, se foi... o amor se foi...
Sei que não sou a única a sofrer, a única a chorar, não sou a única a viver como um
sorriso na palidez de uns lábios esquecidos, em que o coração é um abismo de
mensagens sempre repetidas.
Haverá um amanhã
Haverá um amanhã
para ti... se os teus sonhos e desejos voltearem, em tons de rosa, como borboletas em fuga,
se a tua alma, sempre agitada, aturdida, insatisfeita, for feita de um céu em êxtase
azul, ondulante num murmúrio de estrelas.
Para ti só tenho palavras, todas banhadas por lágrimas e por beijos prometidos.
Aceita-as, não procures o sonho sob um céu em chamas.
maria belém
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