
Palavras doces, vindas em tule salpicado de beijos, suave, diáfano, macio ao tacto
de minhas mãos, pousam nos meus sedentos lábios e repousam, entrelaçadas, na
minha alma.
Descobriste-me, poeta, e amarraste-me, contra-vontade, aos enleios da tua escrita.
Que vai ser de mim?...
Como poderei deixar de te ler, poeta fingidor?
Tanto que queria olvidar-te...
esquecer aquelas fatias de sonho que me chegam através de palavras enganadoras,
almiscaradas de uma felicidade, inexistente, plantada à janela do tempo.
Quem me dera poder ler o que pensas, nessas expressões mudas, fugidias, que
reflectem sensações intensas...
O que buscas? Que tentas ocultar?
Escreves sem ver o sonho intenso do meu sonho apaixonado e partes dizendo-te
indiferente...
e eu pergunto:
quem és tu, poeta?...
maria belém
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