Semeei-me de afagos, todos os que te quis dar um dia em tom brando, conjugados num momento certo com a sabedoria da fruição. E não falo só de paixão mas de outras belezas da vida, um poente assistido a dois, uma paisagem, uma simples refeição, um passeio de mãos dadas.
Muitos anos tiveram de passar para que compreendesse o apreciar de um momento, uma companhia, uma conversa, uma viagem ou até um silêncio.
Quando se é novo pensa-se que se tem a vida toda pela frente e nunca há tempo para estarmos connosco e muito menos com o outro em essência, os pensamentos fogem para outros lugares e nunca se está onde se está, nem aquilo que se tem é o que se tem.
Só quando se é mais velho, e o tempo começa a escassear, nos apercebemos de que é preciso ter gasto a vida para perceber a morte e que necessitamos é de harmonia e paz.
Resta-nos, sim, a paixão da alma.
maria belém

1 comentário:
À medida que avança na idade, JUNG progride na sua própria evolução; sente-se atraído de preferência para o que, encarado sob o ponto de vista religioso, poderia chamar-se a cura da alma. Preocupa-se, cada vez mais, com o problema do homem que envelhece e com a estruturação de a ´tarde da vida`.
Alcyone
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