terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tinhas mesmo de ser tu...


Tinha calcorreado meio mundo, visto muitas culturas, muitos seres diferentes, conheceu o que de bom e de mau existe na humanidade, fez amizades, teve encontros, desencontros e, no fim, algo de novo aconteceu, um recomeço talvez.

Há muito tempo que se tinha mudado para um lugar onde pudesse estar em comunhão com a natureza, era um pouco «bicho do mato», solitária, gostava de apreciar os dias de sol que aquecem almas desoladas de amantes, com seus mil beijos ardentes de amor. Quando ele se punha, sua alma ficava  num meditar contemplando os mistérios tão cheios de beleza.
Nessas alturas sentia uma leve mágoa, uma tristeza que doía, em si, baixinho, por não ter um carinho, o consolo de alguém.

Mas um dia aconteceu o inesperado quando, extasiada, debaixo de um sol escaldante, viu aquele que, teve a certeza, seria a sua alma gémea.
Então «menina e moça» pensou que todos os sonhos que tinha embalado se estavam a tornar realidade. À volta deles pétalas de flores exalavam um aroma estonteante e toda a Natureza sucumbiu a uma calmaria grave e sensual naquele fim de dia que os lançou numa quimera ardente.

Tinhas mesmo de ser tu...

                                               disseram em uníssono.

maria belém

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